LEARNING BY DOING: EXERCÍCIO COM ALIMENTOS

A premissa do design ‘learning by doing’ é uma abordagem essencial em processos formativos devido a um envolvimento profundo na transformação de um mode de pensar em algo real útiel suas possibilidades de participação, vivência e exploração e porquê enfatiza justamente a importância da “prática”. Considerando que a criatividade não é uma formula, é com a prática contínua e o domínio do método como ferramenta de pensamento que pode-se enxergar além dos limites, desafiar a criatividade e madurar idéias inovadoras. Ser criativo e ser capaz de enxergar alternativas inovadoras em situações complexas exige treinamento… (fazer, fazer, fazer não somente pensar)

pic.01 – “Linear Thinking vs. Fragmented Thinking diagram”

No momento em que enfrentamos um problema, nosso cérebro reage de forma automática conectando-se à padrões, situações já vividas e de grande similaridade; e é justamente isto que nos impede enxergar caminhos alternativos, conduzindo-nos à repetição das mesmas idéias. Para mudar esta situação é preciso desviar e re-direcionar o caminho natural do cérebro, para exigir do mesmo o máximo de si. Para isto, a VRD formula e repensa processos de pensamento ao longo dos diferentes projetos, processos que buscam a quebra de padrões, ampliam a visão e estimulam as soluções criativas.

pic.02 – “Bananas Eating Format” Electrolux 2003

Desde a nossa primeira aproximação com “alimentos”, no projeto Design & Cuisine 2025 (Electrolux Professional 2003), descobrimos o quanto estimulante é explorar a criatividade através do alimento, “ambiente” ideal para integrar pessoas de diversas disciplinas em um processo criativo – considerando que o “alimento” é um assunto comum e ao mesmo tempo incomum para todos. Percebemos também o quanto semelhante é o “processo de cozinhar” ao “processo de design”. Assim como na cozinha, seguir uma receita mesmo que utilizando os melhores ingredientes e os utensílios recomendados não garantem um bom prato, as ferramentas do Design não garantem um resultado inovador. A capacidade de transformação é que permite passar da informação à uma visão, e da visão às idéias únicas. O mais interessante deste paralelo é entender que a transformação não é limitada ao ato de “processar”, mas que começa no ato de “entender”, na maneira de definir e escolher os ingredientes. É neste momento que a inovação começa.

pic.03 – “The snack”, Master IED 2005/07

Ellen Kiss, nossa mais recente associada na VRD, conduziu a prática criativa de “exercer com alimentos”, durante o  “Cannes Lions International Festival of Creativity 2011”, maior evento de criatividade mundial, com o objetivo de discutir o pensamento em design – Design Thinking. Cerca de 70 profissionais oriundos de diferentes nacionalidades e backgrounds puderam vivenciar o processo criativo de design por meio de uma proposta completamente nova e desvinculada aos desafios de trabalho cotidianos.

No workshop “Design thinking, the doing experience”, os participantes foram desafiados a criar o melhor petisco para ser consumido em um ambiente de trabalho- eating while working, working while eating-. A proposta, 100% “hands-on”, tinha como objetivo aproximar os participantes ao processo de design e os métodos que contribuem na quebra de padrões de pensamento. Mesmo com os limitantes da atividade, como o tempo, os resultados se mostraram variados e surpreendentes.

pic.04 – Workshop at Cannes Lions International Festival of Creativity

Hoje criatividade é um ingrediente essencial para competitividade, mais e mais necessária, difícil de ser encontrada, disseminada e acima de tudo, difícil de ser gerenciada.

Abordagens como esta são extremamente eficazes, pois permitem a geração de soluções inovadoras a partir da multidisciplinaridade e da exploração criativa de problemas e desafios. Hoje, com a nossa experiência, nos atrevemos a dizer que somente com uma visão criativa nova é possível criar uma revolução efetiva nos negócios.